Total de visualizações de página

domingo, 16 de janeiro de 2011

NOSSO JOGO

Sem sentido algum,
Nada mais comum,
O amor é pra se perder,
Agora só sobra o desejo de te esquecer.
De quem sabe entender,
E deixar ir aquilo que eu mais amei,
Mas nem sei mais o que direi,
Mas relembro o que eu adorei,
Agora o conforto é algo que não quero,
A paz eu não espero,
E como Nero,
Nossas guerras eu venero.
Quero brigar, te enfrentar,
Quero discutir,
Não queria admitir,
Mas adoro te desafiar,
Vivo pra duvidar.
Pode até ser um amor masoquista,
Com um tempero fascista,
De ambas as partes,
Mas é o que a gente gosta,
Viver sem uma resposta,
Jogando com os sentimentos,
Sempre aumentando a aposta,
Até perder a graça ,
Até nos estapearmos em uma praça,
E nos afundarmos na desgraça.
Mas com nossa carcaça,
Continuamos seguindo,
Nos destruindo,
Renascendo, reaprendendo
Se perdendo, vivendo se contradizendo.
Novas descobertas estão por vir.
Todo esse mundo ainda irá cair,
E você irá chorar e sorrir,
Pois as coisas mudam de lugar,
E como loucos, ainda vamos nos odiar
E nos amar,
Sem nada a entender ,
Sem dizer o que pode acontecer,
Sem pensar, só viver,
Sofrendo e amando,
Parando e lutando,
Resgatando, o que se esvairiu,
Perdoando o que se prostituiu,
Entendendo o que evoluiu,
Sem um escudo,
Desafiaremos tudo,
Inclusive nós mesmos,
Inclusive nossos erros,
Provando a todo instante,
Que nosso amor é gigante,
Que seremos capazes de suportar,
E que as vezes não,
Às vezes nos odiaremos.
Mas com a certeza no coração,
De que nos amaremos.
E nenhum amor será igual ao nosso,
Nenhum será tão intenso,
Nem tão imenso,
Permanecendo sem entendermos,
Essa alegria e essa fobia,
Da nossa poesia.

Nenhum comentário: