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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DROGA



Sinta minhas mãos ferventes,
Deixa elas te conduzirem como entorpecentes,
A minha boca vai te drogar,
A sensação vai ser tão gostosa que vai te viciar,
Vem ser minha dependente,
Vai acontecer assim de repente,
A química vai rolar e te dominar,
E vai desejar nunca mais largar,
Vai me pedir pra nunca mais parar,
Vai implorar e me pedir:

Me dá sua boca!Eu preciso sentir!
Senão vou me perder! Vou morrer!
Eu preciso!
Sentir o gosto desse seu sorriso!

E quando se ajoelhar,
Mais um gostinho eu vou te dar,
Assim vou te levando, te amaldiçoando,
Até te matar,
Do meu lado não vai ter osteoporose,
Pois vai morrer jovem em hipnose,
De uma açucarada overdose!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SEXTA-FEIRA


Da nossa desgraça, caímos na nossa graça,
Presenteei teu paladar
Com pequenos corações que te propus degustar,
E as suas mãos deixaram de controlar,
E me deixou guiar nesta lua,
Percorrer por qualquer rua,
Se entregar e dizer: Essa noite sou tua!
Seguimos nossas risadas,
Com destino a uma doce madrugada,
De dois corações loucos por uma boa batucada.

Um palavreado Engraçado,
Nada mais do que o adequado,
Pra uma situação sem nada de errado,
O som de cada garrafa aberta,
Trazia uma descoberta certa,
Desfalecer-se em um sorriso,
Esboçando na testa um aviso,
Cuidado! Hoje eu quero o paraíso!
  
Passamos a procurar o destino das águas suaves,
Deliciar-se com a mão nas chaves
Imaginar as águas de turbulências massageantes,
Percorrendo-nos como amantes,
Promovendo aqueles prazeres constantes.
Que se deve sentir por inteiro,
O majestoso deslizar verdadeiro.
  
Demoramos, gargalhamos mais achamos
Com a demora só acumulamos,
Olhares e ainda mais nos compenetramos,
E com a inteligência dos sábios
Nos deleitamos em nossos lábios,
Mais eu nos seus do que você nos meus,
Me coloquei a pressionar-te
Usurpava-te suspiros e delírios
Você sofria de um agradável martírio,
Envolvida na magia de uma agonia,
Que te preenchia de alegria,
E em conjunto meu suor só escorria.

Tamanha intensidade que te fez perder o andar,
Te deu vertigem, tentou te cegar,
Mas tudo que é bom há de acabar,
Mas lembrança nunca há de cessar,
E para reviver basta fechar os olhos e imaginar.
Daquela nossa brincadeira,
Em que a noite se desfez por inteira,
Aquela nossa sexta-feira.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FEITIÇO


Não beije a minha boca,
Pois se você começar,
Não vai querer parar,
Não deixa essa coisa louca,
Te dominar,
Pois se deixar ela vai te arruinar,
E antes de perceber,
Vai botar tudo a perder,
Vou te dizer lindas palavras,
Vou te fazer acreditar,
Que sua vida é me amar.

Mas num belo dia quando acordar,
Vai parar e pensar,
E o meu gosto será amargo,
De benção passarei a fardo,
Mas eu não serei culpado,
Não fiz nada de errado,
Lhe dei o melhor tinha,
Mas não consegui segurar a linha,
Agora você me conheceu,
E o encanto se perdeu,
Não por culpa minha,
Pois quem idealizou não fui eu.