Total de visualizações de página

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SEXTA-FEIRA


Da nossa desgraça, caímos na nossa graça,
Presenteei teu paladar
Com pequenos corações que te propus degustar,
E as suas mãos deixaram de controlar,
E me deixou guiar nesta lua,
Percorrer por qualquer rua,
Se entregar e dizer: Essa noite sou tua!
Seguimos nossas risadas,
Com destino a uma doce madrugada,
De dois corações loucos por uma boa batucada.

Um palavreado Engraçado,
Nada mais do que o adequado,
Pra uma situação sem nada de errado,
O som de cada garrafa aberta,
Trazia uma descoberta certa,
Desfalecer-se em um sorriso,
Esboçando na testa um aviso,
Cuidado! Hoje eu quero o paraíso!
  
Passamos a procurar o destino das águas suaves,
Deliciar-se com a mão nas chaves
Imaginar as águas de turbulências massageantes,
Percorrendo-nos como amantes,
Promovendo aqueles prazeres constantes.
Que se deve sentir por inteiro,
O majestoso deslizar verdadeiro.
  
Demoramos, gargalhamos mais achamos
Com a demora só acumulamos,
Olhares e ainda mais nos compenetramos,
E com a inteligência dos sábios
Nos deleitamos em nossos lábios,
Mais eu nos seus do que você nos meus,
Me coloquei a pressionar-te
Usurpava-te suspiros e delírios
Você sofria de um agradável martírio,
Envolvida na magia de uma agonia,
Que te preenchia de alegria,
E em conjunto meu suor só escorria.

Tamanha intensidade que te fez perder o andar,
Te deu vertigem, tentou te cegar,
Mas tudo que é bom há de acabar,
Mas lembrança nunca há de cessar,
E para reviver basta fechar os olhos e imaginar.
Daquela nossa brincadeira,
Em que a noite se desfez por inteira,
Aquela nossa sexta-feira.

Nenhum comentário: