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sábado, 18 de dezembro de 2010

O COELHINHO E AS TIGRESAS

O coelhinho indefeso,
Morria de medo de ser preso,
Queria passar mais uma noite ileso,
Mas deu de cara com duas tigresas,
E elas haviam lhe preparado uma surpresa,
Ele bem que tentou uma saída à francesa,
Mas lhe disseram pra não ter medo
Não vá embora, ainda é cedo.
Nós vamos lhe contar um segredo.

O coelho com algum pesar
Resolveu ficar,
Queria muito ouvir o que tinham pra falar,
E o tempo voou,
A conversa não acabou,
E o coelho aos poucos se entregou,
E quando se percebeu,
Logo pensou, não sou mais eu,
E a sua ingenuidade se perdeu,
E as tigresas se aproximaram
Suas bocas logo o tocaram
E com seu apetite voraz o devoraram.

O coitado boi abocanhado,
Seu corpo era abraçado e pressionado,
Seu suspiro foi abafado,
Pelas duas bocas incansáveis,
E por 20 garras ágeis,
Mas o coelho agora sentia prazeres imensuráveis
E se entregou a esse pecado,
Deixou-se ser devorado,
E sua entrega deixou tudo ainda mais apimentado.

Mas o pobre coelho inocente
Caiu e ficou inconsciente
E de dentro dele nasceu uma serpente
Selvagem e sedenta,
Perigosa com um sabor de menta,
Furtiva e adormecente como pimenta,
E com seu corpo esguio
Se enrolou nelas causando arrepios,
Pois ainda estava frio,
E necessitava ser aquecido,
E roubou seu calor como um bandido,
Tornando tudo ainda mais pervertido.

Impressionaram toda a floresta,
Mas aquela sensação era honesta,
Tudo no mundo se resumia à aquela festa,
Que os três montaram,
Seus corações se aventuraram,
E não se desgastaram,
E agora querem repetir,
Fazer a noite seguir,
E deixar a realidade mágica se construir.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O PRÍNCIPE 2

O Príncipe se perdeu
Ninguém realmente sabe como doeu
Procurou uma verdade terrível
A qual não poderia ser mais visível
As mentiras tornaram-se verdades dolorosas
Ditas por bocas charmosas        
Que com vários golpes deste martelo
Do Príncipe sobrou só o farelo.

Expulso de seu próprio castelo
Largou seu povo a própria sorte
Que com sua fraqueza e medo da morte
Sem imaginar sua sobrevivência
Entregaram a sua essência
A um maquiavélico oportunista
Que a muito ansiava por esta conquista
Mais um golpe avassalador
Extirpador,
Que arrancou todo o amor
Que o Príncipe sentia
Transformando tudo em agonia.

Decidiu não retornar ao castelo
Desistiu do que um dia foi belo
Resolveu ficar na selva
Um lugar nada familiar
Que o obrigava a se olhar
A se enfrentar
E a se superar

Pensam que o Príncipe morreu
Mas ele só quer entender o que perdeu
Agora quer ser esquecido
Tratar o que está dolorido
Acredita-se que seus ferimentos
E seus tormentos
Não irão cicatrizar
Que nada irá lhe curar
Serão feridas abertas eternas,
Que expandem sua visão além da caverna,
Mas em seu encontro com Gaia
Esta lhe prometeu a ajuda necessária
Desde então a selva o alimenta
E serve como ferramenta violenta
Que nutre sua alma e seu corpo
Proporcionando-lhe um certo conforto.

Na selva precisará caçar
Matar, se abrigar
Enfrentar Perigos
Reencontrar velhos amigos
Bruxos mágicos
Cavaleiros de plástico
Ninfas da Perdição
E quem sabe enfrentará algum dragão
Também fará novas alianças
Ingressará na boa aventurança
Com povos desconhecidos
Travará batalhas
Será Destemido.

E desta vez não criará um castelo
Quer viver sem mistérios
Pois é a vez de construir um império
Com a uma única lei
A lei do verdadeiro amor
E finalmente tornar-se Rei.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

BORBOLETA

Uma Borboleta me pegou,
E do chão ela me tirou,
E para o céu me levou,

Mas é só o céu? Eu dizia
Não!Não era isso que eu queria,
Queria mais,
Muito mais que ela podia,

Mas mesmo assim,
A borboleta quis tentar,
Mesmo que fosse ruim,
Ela tentou voar,
Tão alto, quanto eu pedisse,
Sem se preocupar,
Se iria ou não se machucar,

Mas eu não me dava por satisfeito,
Queria que tudo fosse perfeito,
E pedia sempre mais,
Acreditava que ela podia,
E assim ela fazia.

Até o dia em que sua asa quebrou,
Ambos caímos,
E a borboleta desacreditou,
Pois nos destruímos,
E nos machucamos muito.
E ela decidiu não voar mais comigo.
E procurar por um velho amigo.

E agora,
Sua asa agora vai demorar,
Para se recuperar,
E quem sabe algum dia,
Poderá voar,
Com toda sua maestria.
Seu amigo irá lhe tratar,
Trará a alegria.
De que é possível se curar.

Enquanto eu,
Tento encontrar o que é meu,
O que buscava além do céu,
Mas eis que brota em mim,
Duas pequenas asas,
Que ardem como Brasas
Que estão crescendo,
E me dizendo,
Agora é sua vez.
De ver,
Com toda nitidez.

OLHAR PRA DENTRO

Você me trouxe a vida,
Me mostrou uma saída,
Me deu a liberdade,
Através de uma verdade,
Que eu me negava a enxergar,
Que me levava a me torturar,
Livrou-me dos meus fantasmas,
Soprou pra dentro de mim,
Um pouquinho da sua vida,
Trouxe uma despedida,
A minha idéia suicida,
Me fez acreditar,
Que ainda não acabou,
Me mostrou o que restou,
E o que realmente sou,
E que ainda há muito pra viver,
Que não importa o quanto vou sofrer,
A felicidade,
E a verdadeira realidade
Sempre estarão,
Aqui dentro,
Bem no centro,
Do meu peito,
E eu só preciso Olhar,
Pra concretizar.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SAUDADE COM CHOCOLATE

Eu sou o que você quer,
Agora!
O que você precisa ter
O que você deseja,
Sou eu quem te mato,
Quem você persegue,
Sou eu que ardo dentro de você,
Que te machuca,
E te traz vida,
Sou eu quem te enlouquece,
E te vicia,
O que te preenche de magia,
Sou eu o que te tira da orbita,
E tem põe no eixo,
Desconexo de uma impossível,
E destrutível paixão,
Mas eu sou teu mais fatal feitiço,
Um você sempre quis,
O que você veio buscar,
Reencontrar,
E agora sabe,
Que por de trás dos meus lábios,
Encontra a majestosa felicidade,
E saiba que com meu corpo,
Você morre,
Renasce,
E revive todas as vidas,
Que nos perdemos,
E nos amamos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A CHAVE

Tem um amor aqui dentro,
Esperando o momento,
De ser solto.
Se libertar desse peito revolto.
Mas só uma pessoa,
Possui a chave,
Que destrave,
E liberte esse dragão.
Que anseia sua absolvição,
A pessoa deve ter a magia,
Dos sonhos,de uma fantasia,
E com seu sorriso,
Desejar encontrar,
O paraíso,
Chegar ao apogeu,
E devo perceber,
Que essa pessoa sou eu.

CELEBRAR

Amar é um sentimento majestoso,
Muitas vezes percorrido,
Por um caminho tortuoso,
Sofrido, querido e dolorido!
Mas não arrependa-se de amar,
Deixa essa riqueza te levar,
Quando o amor é verdadeiro,
Te transforma por inteiro,
Até ele não depender,
De alguém,
Pois o simples fato de saber
Que ama de verdade,
Te traz a liberdade,
De se amar,
Só por amar,
Tornando o outro desnecessário,
E não ficará mais junto,
Para apenas amar,
Mas sim para celebrar,
A dádiva de amar.

PERSEGUIDO

Você me persegue,
Em meus pensamentos,
Construindo blocos de sentimentos,
Eu bem que tento fugir,
Pra não ouvir,
Pra não sentir.
Mas eu não quero!
Quero ser prisioneiro.
Desse amor verdadeiro!

Até tento pensar,
Em outras coisas,
Pois não quero me machucar,
Mas minha associação
É automatizada,
E por uma animação,
É concretizada,
Me contagia,
E logo associo,
Minha alegria
É estar com você.
E estar mais uma vez com você.

Tudo o que é bom,
Me traz o dom,
De remeter a você,
Desfruto da felicidade
E sem nenhuma dificuldade
Eu imagino você,
Fico pensando que poderia,
Transformar aquele momento
Em uma linda poesia,
De estar ali comigo,
Sendo minha casa, meu abrigo,
Potencializando a sensação,
De consagração.
Da mais perfeita união.


DOR DE DENTRO

A dor não quer parar,
Insiste em usurpar,
Meu sorriso,
Minha alegria,
Transformando meu dia,
Em uma completa agonia.

Eu bem que tento,
Me libertar,
Mas só me faz acordar,
E mostrar,
O quão sedento,
Estou por te beijar,
Por te abraçar.

Por vezes o não,
Parece ser a melhor opção,
Uma mentira como verdade,
Uma falta de lealdade,
Com o sentimento,
Com o alimento,
Da paixão,
Que existe no meu coração.

Mas dentro de mim,
O mundo acontece,
Sonhando com um sim,
O que tem aqui em meu peito,
Não faço idéia como foi feito,
Mas o amor deu seu jeito.
Me fazendo sentir,
Um amor e proporções gigantescas,
Estranhezas bem pitorescas,
Inimagináveis por um grande cafajeste,
Que foi apanhado,
Capturado,
Por surpresa incrível,
E inesquecível,
Pois nunca deve ter amado.

E agora ser confrontado,
Com a realidade,
Machuca demais,
Vem a verdade,
E corrói por dentro,
Me tira do centro,
Milhares de batidas
Que causam muitas feridas,
Que só podem ser tratadas por você,
Que eu só quero que você trate.

Ninguém poderá roubar,
O que sinto por você,
Muitas bem que vão tentar,
Me fazer reconhecer,
E perceber,
Que eu deveria parar,
De te amar,
De que com elas,
Eu deveria tentar,
Mas meu amor é só seu,
E eu nunca vou querer,
Que ele deixe de ser.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O PRINCIPE

Da pior forma,
Desbancado do seu trono,
O príncipe segue uma nova norma,
A de que de nada mais é dono,
A de sofrer com o abandono,
E seguir só, mono.

Durante sua jornada,
Algo deverá semeado,
Sem a certeza,
Que os erros do passado,
Serão reparados.
De que o abusado,
Voltará a ser apaixonado.

A semeadura,
Exigirá paciência,
Uma mudança de cultura,
Promoverá momentos de loucura,
Mas esta pode ser a única cura,
E através da Ternura,
Poderá curar a amargura.

Um povo sofrido,
Valente e persistente,
Usurpado por um príncipe bandido,
Que deixou de ser querido,
Para se tornar,
Um tirano mal agradecido.

E agora para se retomar,
A confiança e o amor,
Seguirá por uma jornada,
Onde nada é certo,
E somente sua confiança,
Alimentará sua esperança.
Da doce lembrança,
Em que era amado e idolatrado,
Por um povo apaixonado.

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O FUTURO NUNCA CHEGA

Todo o presente poderia ser ruim,
Se o futuro fosse melhor,
Mas agora vivemos o futuro de ontem,
E o hoje continua desagradável,
As promessas de um futuro melhor,
Não se concretizaram,
Agora,
Não quero mais esperar um belo futuro,
Pois tenho medo que ele nunca chegue,
E a nossa caminhada só mostra,
Que o amanhã ideal está tão distante,
Que nos obrigamos a seguir caminhos opostos.

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DOR DOS OUTROS

Então é isso?
Que eu causei em tantas pessoas!
Essa dor que não cessa.
Um coração de chumbo,
Que dói a cada batida.
E que a cada segundo,
Você deseja mais que tudo,
Acabar com essa dor!
Fazer ela se esvair

Na dor do termino,
Você me ensinou,
O valor mais importante de todos:
Em como as pessoas devem ser valorizadas
Jamais devem ser traídas,
E que se deve fazer o possível,
Pra que não se ferir os seus sentimentos.
Pois a dor é insuportável.



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CONTRA A CORRENTE

Por pior que seja,
Por maior que seja a vontade,
Parece que não quero a liberdade.
E quero insistir no sofrimento.
Se paro,
Logo vem um sentimento.
Mas Penso,
E logo concluo,
Era tão ruim.
E conseqüentemente evoluo.
Não era bom pra ambos.
Ela cheia de Pré-conceitos,
Dos modelos perfeitos,
Apenas uma máscara,
De uma pessoa cheia de defeitos,
Os quais eu não aceitei,
Me recusei!
Fui contra a criança que queria ser mimada.
Que queria brincar de ser fada.
Eu sempre quis uma mulher.
Pra me acompanhar,
Pra lutar,
E construir algo.
Não queria mais um filho,
Isso era mais um gatilho,
Pra brigar,
Não queria ter que te cuidar,
Queria que fosse mulher o suficiente,
Pra encarar as coisas de frente.
Mas meu amor,
É Incondicional,
E isso é que me dá mais dor,
Um amor anormal.
Sem exigências pra amar.
E não é o fato de eu não aceitar,
Todos os seus defeitos,
Que vai fazer eu parar,
De te amar.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

INDECISÃO

Meu coração te quer,
Minha mente não,
Minha esperança quer te ligar,
Meu orgulho não,
Meu amor quer amar,
Minha raiva quer odiar,
Minha impulsividade te deseja,
Minha paciência não,
A boca que quer xingar,
É a mesma que quer te beijar,
A mão que quer te segurar,
É a mesma que quer te soltar,
A dor do coração,
É à força da razão,
O receio da razão,

Razão vs Emoção

A razão fala a verdade?
A emoção fala a verdade?
Ambas corretas,
Em seus pontos de vista,
Sem estarem abertas
Uma a outra.
O amor deve trazer o equilíbrio,
Entre a razão e a emoção,
Em nossa relação,
Reinaram os extremos,
Emoções gigantescas,
Chocadas com razões destrutivas.
Intensidades insuportáveis e extasiantes,
Realidades construídas e desconstruídas,
Tanto nas frustrações,
Como nas fantasias,
Ideais despedaçados,
Por verdades incompreensíveis,
As novas reformulações individuais,
Não satisfaziam o todo,
Em nossos sonhos,
Residia uma profunda esperança em nosso amor,
Nós nos desejávamos mais que tudo,
Mas racionalmente,
Não nos suportávamos mais.
Lutamos, resistimos,
Mas não nos calamos,
Quando devíamos manter o silencio,
Nós nos machucamos,
Agredimo-nos gratuitamente,
Na busca de um respeito orgulhoso,
E completamente desnecessário
E juntos,
Criamos uma razão,
Tão forte,
Que ela derrotou o nosso amor,
Um grande amor,
Este amor, pode até ser derrotado,
Mas a sua derrota reside na fraqueza,
De não prosseguir agora.
E como todo bom lutador,
Ele retira-se do cenário,
Se afasta,
Para em breve voltar,
Ainda mais forte,
Mais do que ele já foi algum dia,
E enfim,
Novamente enfrentar a razão,
Que também nunca deixará de existir,
E que algum tempo depois voltará,
E novamente os dois irão se enfrentar,
Até o momento,
Em que existir,
A compreensão um do outro,
E somente com esta compreensão bem definida,
Os dois poderão fundir-se,
Na mais perfeita harmonia.