Uma Borboleta me pegou,
E do chão ela me tirou,
E para o céu me levou,
Mas é só o céu? Eu dizia
Não!Não era isso que eu queria,
Queria mais,
Muito mais que ela podia,
Mas mesmo assim,
A borboleta quis tentar,
Mesmo que fosse ruim,
Ela tentou voar,
Tão alto, quanto eu pedisse,
Sem se preocupar,
Se iria ou não se machucar,
Mas eu não me dava por satisfeito,
Queria que tudo fosse perfeito,
E pedia sempre mais,
Acreditava que ela podia,
E assim ela fazia.
Até o dia em que sua asa quebrou,
Ambos caímos,
E a borboleta desacreditou,
Pois nos destruímos,
E nos machucamos muito.
E ela decidiu não voar mais comigo.
E procurar por um velho amigo.
E agora,
Sua asa agora vai demorar,
Para se recuperar,
E quem sabe algum dia,
Poderá voar,
Com toda sua maestria.
Seu amigo irá lhe tratar,
Trará a alegria.
De que é possível se curar.
Enquanto eu,
Tento encontrar o que é meu,
O que buscava além do céu,
Mas eis que brota em mim,
Duas pequenas asas,
Que ardem como Brasas
Que estão crescendo,
E me dizendo,
Agora é sua vez.
De ver,
Com toda nitidez.
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