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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O PRINCIPE

Da pior forma,
Desbancado do seu trono,
O príncipe segue uma nova norma,
A de que de nada mais é dono,
A de sofrer com o abandono,
E seguir só, mono.

Durante sua jornada,
Algo deverá semeado,
Sem a certeza,
Que os erros do passado,
Serão reparados.
De que o abusado,
Voltará a ser apaixonado.

A semeadura,
Exigirá paciência,
Uma mudança de cultura,
Promoverá momentos de loucura,
Mas esta pode ser a única cura,
E através da Ternura,
Poderá curar a amargura.

Um povo sofrido,
Valente e persistente,
Usurpado por um príncipe bandido,
Que deixou de ser querido,
Para se tornar,
Um tirano mal agradecido.

E agora para se retomar,
A confiança e o amor,
Seguirá por uma jornada,
Onde nada é certo,
E somente sua confiança,
Alimentará sua esperança.
Da doce lembrança,
Em que era amado e idolatrado,
Por um povo apaixonado.

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