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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O PRÍNCIPE 2

O Príncipe se perdeu
Ninguém realmente sabe como doeu
Procurou uma verdade terrível
A qual não poderia ser mais visível
As mentiras tornaram-se verdades dolorosas
Ditas por bocas charmosas        
Que com vários golpes deste martelo
Do Príncipe sobrou só o farelo.

Expulso de seu próprio castelo
Largou seu povo a própria sorte
Que com sua fraqueza e medo da morte
Sem imaginar sua sobrevivência
Entregaram a sua essência
A um maquiavélico oportunista
Que a muito ansiava por esta conquista
Mais um golpe avassalador
Extirpador,
Que arrancou todo o amor
Que o Príncipe sentia
Transformando tudo em agonia.

Decidiu não retornar ao castelo
Desistiu do que um dia foi belo
Resolveu ficar na selva
Um lugar nada familiar
Que o obrigava a se olhar
A se enfrentar
E a se superar

Pensam que o Príncipe morreu
Mas ele só quer entender o que perdeu
Agora quer ser esquecido
Tratar o que está dolorido
Acredita-se que seus ferimentos
E seus tormentos
Não irão cicatrizar
Que nada irá lhe curar
Serão feridas abertas eternas,
Que expandem sua visão além da caverna,
Mas em seu encontro com Gaia
Esta lhe prometeu a ajuda necessária
Desde então a selva o alimenta
E serve como ferramenta violenta
Que nutre sua alma e seu corpo
Proporcionando-lhe um certo conforto.

Na selva precisará caçar
Matar, se abrigar
Enfrentar Perigos
Reencontrar velhos amigos
Bruxos mágicos
Cavaleiros de plástico
Ninfas da Perdição
E quem sabe enfrentará algum dragão
Também fará novas alianças
Ingressará na boa aventurança
Com povos desconhecidos
Travará batalhas
Será Destemido.

E desta vez não criará um castelo
Quer viver sem mistérios
Pois é a vez de construir um império
Com a uma única lei
A lei do verdadeiro amor
E finalmente tornar-se Rei.

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