O coelhinho indefeso,
Morria de medo de ser preso,
Queria passar mais uma noite ileso,
Mas deu de cara com duas tigresas,
E elas haviam lhe preparado uma surpresa,
Ele bem que tentou uma saída à francesa,
Mas lhe disseram pra não ter medo
Não vá embora, ainda é cedo.
Nós vamos lhe contar um segredo.
O coelho com algum pesar
Resolveu ficar,
Queria muito ouvir o que tinham pra falar,
E o tempo voou,
A conversa não acabou,
E o coelho aos poucos se entregou,
E quando se percebeu,
Logo pensou, não sou mais eu,
E a sua ingenuidade se perdeu,
E as tigresas se aproximaram
Suas bocas logo o tocaram
E com seu apetite voraz o devoraram.
O coitado boi abocanhado,
Seu corpo era abraçado e pressionado,
Seu suspiro foi abafado,
Pelas duas bocas incansáveis,
E por 20 garras ágeis,
Mas o coelho agora sentia prazeres imensuráveis
E se entregou a esse pecado,
Deixou-se ser devorado,
E sua entrega deixou tudo ainda mais apimentado.
Mas o pobre coelho inocente
Caiu e ficou inconsciente
E de dentro dele nasceu uma serpente
Selvagem e sedenta,
Perigosa com um sabor de menta,
Furtiva e adormecente como pimenta,
E com seu corpo esguio
Se enrolou nelas causando arrepios,
Pois ainda estava frio,
E necessitava ser aquecido,
E roubou seu calor como um bandido,
Tornando tudo ainda mais pervertido.
Impressionaram toda a floresta,
Mas aquela sensação era honesta,
Tudo no mundo se resumia à aquela festa,
Que os três montaram,
Seus corações se aventuraram,
E não se desgastaram,
E agora querem repetir,
Fazer a noite seguir,
E deixar a realidade mágica se construir.