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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PONTO FINAL


Só um motivo pra não tentar,
Uma escolha pra não pensar,
Um desejo pra esquecer,
Que faz qualquer corpo estremecer.


Fantasio com a impossibilidade
De viver uma falsa verdade
Preso a uma velha história
Que parece nunca ter fim
E pra sempre ficará na memória
Dos corpos que se desejam
Dos pensamentos que se procuram
Das mensagens que se encontram.


Com almas cadas vez mais distantes
Fadados a serem eternos amantes
Indispostos a um confronto
Daquilo que conquistaram
Que parece nunca ter um ponto
Um ponto final.




quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NOVA TENDENCIA


Na natureza encontramos a simplicidade,
A paz solene no canto dos pássaros,
A brisa que agita a folhas das arvores,
Uma harmonia perfeita,
Algo tão distante do que nós somos.


Aprendi a viver um dia de cada vez,
Um olhar diferente sobre uma mesma mulher,
Um sentimento diferente sobre uma definição,
Uma mudança no plano da vida,


Um caminho oposto é dar-se a oportunidade,
Seguir na direção contrária
É abrir mão do orgulho de que se sabe tudo,
É jogar fora o que já se conhece.


E assim embarcar numa jornada esplendida,
Com o olhar infantil,
Que tudo admira, que tudo é fantástico.
Na inocência desprovida de ego
que só deseja sentir sua presença.


Meu prazer não vem dos grandes feitos,
Das tarefas mirabolantes,
Não vivo no exagero do impossível,
Com as cegas paixões que me impediram de te ver
Hoje,
agora,
Eu vejo tudo diferente.


Compreendi a beleza da simplicidade,
O esplendido é pequeno
Os detalhes tornaram-se deliciosos temperos,
De uma saborosa vida ao seu lado.


Eu caminho para os seus braços,
Pra repousar no seu colo,
E ouvir as batidas do seu coração,
Como se não houvesse nada além de nós.


Não me canso
De sentir seu cheiro no travesseiro,
Não me canso
De esquentar seu corpo nas noites frias pra vc dormir,
Não me canso,
De ver o Sol invadir o quarto e iluminar seu rosto.


Não busco mais a perfeição,
Porque ela não pode ser encontrada,
Ela só existe quando vc deixa de procurar,
Ela surge quando você toma consciência
De que ela não é uma meta,
Mas um sentimento.


Você não precisa ser linda,
Nem ter um corpo escultural,
Só quero que você seja o que você é,
Que queira amar e ser amada.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

TODA MANHÃ


É com os primeiros raios de sol
Que eu vejo a sua beleza irradiar,
é momento que paro pra te observar,
No silencio minha mente pára,
Me trazendo uma visão mais clara,


Com  a força do meu olhar,
Seu corpo parece flutuar,
Sua respiração se torna brisa,
Uma energia que concretiza,
Que me preenche de significado,
E valoriza estar ao seu lado.


Minha mão não resiste em te tocar,
Meus braços não resistem em te abraçar,
Todo o meu ser quer a sua paz,
Extinguir esse desejo que não se satisfaz,
Que a cada manhã se fortalece,
Que sobretudo prevalece.

domingo, 26 de junho de 2011

BELA É ELA


Queria escrever a poesia mais bela,
Pra descrever o que sinto quando estou com ela,
O que acontece é raridade,
Não posso descrever o que é a felicidade.


Mas a poesia mais bela,
Acontece quando estou com ela,
Assim encontro a verdade,
De que é lindo viver na simplicidade.


Não tem palavra mais bela,
Que se possa dizer a ela,
Eu só acredito na cumplicidade,
E a certeza de que um pro outro é prioridade. 

quinta-feira, 3 de março de 2011

PARECE, MAS NÃO É!


Eu não vou deixar você dormir,
Vou ficar por aqui até eu conseguir sair,
Vai me libertar ou sua mente não irá silenciar,
Me aprisionar não vai te ajudar,
Tenho muito a dizer,
E me esconder só te afasta do que tem pra aprender,


Posso trazer a sensação de um mundo mais profundo,
Lhe tirar em um segundo dessa posição de moribundo,
Já te mostrei e provei do que sou capaz,
De tão sagaz já transformei guerra em paz,
Nos meus olhos a incapacidade,
Torna-se possibilidade,
Que converge inesperadamente para a liberdade,
E de maneira silenciosa traz a consciência,
De uma sutil e verdadeira felicidade,
Proveniente de uma alma que busca a independência
Com a exposição de sua nobre transparência.


Pode até tentar me assassinar,
Numa tola tentativa pra me calar,
Bem sabe que eu sempre sobrevivo,
E me mantenho firme no meu objetivo,
Por trás de mim existe mais do que um grande motivo,
E os outros não poderão lhe dar,
Pois só em mim pode encontrar,
Você bem que já tentou procurar, 
Mas é comigo que precisa se acertar,
Primeiro vamos nos unir e fazer surgir,
Pra que consiga sair sem ter o medo de cair.


Serei seu céu, serei seu inferno, 
Nada me impedirá pois eu sou eterno,
Se me deixar não serei nada além você.
Mas também não será nada além de mim.
Por isso insisto que juntos deverá ser o nosso fim.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DROGA



Sinta minhas mãos ferventes,
Deixa elas te conduzirem como entorpecentes,
A minha boca vai te drogar,
A sensação vai ser tão gostosa que vai te viciar,
Vem ser minha dependente,
Vai acontecer assim de repente,
A química vai rolar e te dominar,
E vai desejar nunca mais largar,
Vai me pedir pra nunca mais parar,
Vai implorar e me pedir:

Me dá sua boca!Eu preciso sentir!
Senão vou me perder! Vou morrer!
Eu preciso!
Sentir o gosto desse seu sorriso!

E quando se ajoelhar,
Mais um gostinho eu vou te dar,
Assim vou te levando, te amaldiçoando,
Até te matar,
Do meu lado não vai ter osteoporose,
Pois vai morrer jovem em hipnose,
De uma açucarada overdose!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SEXTA-FEIRA


Da nossa desgraça, caímos na nossa graça,
Presenteei teu paladar
Com pequenos corações que te propus degustar,
E as suas mãos deixaram de controlar,
E me deixou guiar nesta lua,
Percorrer por qualquer rua,
Se entregar e dizer: Essa noite sou tua!
Seguimos nossas risadas,
Com destino a uma doce madrugada,
De dois corações loucos por uma boa batucada.

Um palavreado Engraçado,
Nada mais do que o adequado,
Pra uma situação sem nada de errado,
O som de cada garrafa aberta,
Trazia uma descoberta certa,
Desfalecer-se em um sorriso,
Esboçando na testa um aviso,
Cuidado! Hoje eu quero o paraíso!
  
Passamos a procurar o destino das águas suaves,
Deliciar-se com a mão nas chaves
Imaginar as águas de turbulências massageantes,
Percorrendo-nos como amantes,
Promovendo aqueles prazeres constantes.
Que se deve sentir por inteiro,
O majestoso deslizar verdadeiro.
  
Demoramos, gargalhamos mais achamos
Com a demora só acumulamos,
Olhares e ainda mais nos compenetramos,
E com a inteligência dos sábios
Nos deleitamos em nossos lábios,
Mais eu nos seus do que você nos meus,
Me coloquei a pressionar-te
Usurpava-te suspiros e delírios
Você sofria de um agradável martírio,
Envolvida na magia de uma agonia,
Que te preenchia de alegria,
E em conjunto meu suor só escorria.

Tamanha intensidade que te fez perder o andar,
Te deu vertigem, tentou te cegar,
Mas tudo que é bom há de acabar,
Mas lembrança nunca há de cessar,
E para reviver basta fechar os olhos e imaginar.
Daquela nossa brincadeira,
Em que a noite se desfez por inteira,
Aquela nossa sexta-feira.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FEITIÇO


Não beije a minha boca,
Pois se você começar,
Não vai querer parar,
Não deixa essa coisa louca,
Te dominar,
Pois se deixar ela vai te arruinar,
E antes de perceber,
Vai botar tudo a perder,
Vou te dizer lindas palavras,
Vou te fazer acreditar,
Que sua vida é me amar.

Mas num belo dia quando acordar,
Vai parar e pensar,
E o meu gosto será amargo,
De benção passarei a fardo,
Mas eu não serei culpado,
Não fiz nada de errado,
Lhe dei o melhor tinha,
Mas não consegui segurar a linha,
Agora você me conheceu,
E o encanto se perdeu,
Não por culpa minha,
Pois quem idealizou não fui eu.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

DE NOVO?


Não sei se foi pelo seu querer,
Mas você voltou a me surpreender,
E aos poucos eu comecei a me perder,
Sua simpatia me florescia,
Seu sorriso era minha alegria,
Te ver por um instante era como ganhar o dia,
Sua aproximação ecoava na minha alma,
Mas eu me controlava e seguia com calma,
Eu não sabia por quanto tempo poderia resistir,
Até quando dos meus pensamentos eu iria fugir,
Suprimir aquela idéia de te consumir,
De que quando nos uníssemos iríamos nos partir,
E na nossa verdade poderíamos cair,
Obrigando-nos a nos enxergar,
Mas nossa negação nos levou a arriscar,
E de propósito nos colocamos em perigos,
A razão nos dizia somos só amigos,
Mas não foi assim quando te toquei,
Perdi meu ar me afoguei,
No corpo que muitos dias sonhei,
Na imagem que muito amei,
Daqui pra frente não sei mais o que sei,
O futuro não planejarei,
Vou apenas esperar,
Fechar os olhos por um tempo sem me preocupar,
E deixar essa sensação me levar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

MASOQUISTA


Venha até mim,
Carregando nos seus lábios apenas um sim,
Pode até ser um sim mentiroso,
Escondido por um não misterioso,
Pra mim vale, nada tenho a perder,
Entorpeça-me, faça-me me esquecer.
Transporta-me até uma irrealidade,
Que naquele instante será a minha verdade,
Desconecta-me de mim mesmo,
Aliena-me e me faz infeliz,
Transforma meu corpo numa só cicatriz,
Torna-me dependente de você,
Carboniza minha vontade, meu ser,
Faz que sem você, eu não consiga viver,
Que eu não possa enxergar além,
Daquilo que me proporciona,
Dessa doença que não vejo o sintoma,
Pois estou me perdendo, me esquecendo,
Dentro de você.

domingo, 16 de janeiro de 2011

NOSSO JOGO

Sem sentido algum,
Nada mais comum,
O amor é pra se perder,
Agora só sobra o desejo de te esquecer.
De quem sabe entender,
E deixar ir aquilo que eu mais amei,
Mas nem sei mais o que direi,
Mas relembro o que eu adorei,
Agora o conforto é algo que não quero,
A paz eu não espero,
E como Nero,
Nossas guerras eu venero.
Quero brigar, te enfrentar,
Quero discutir,
Não queria admitir,
Mas adoro te desafiar,
Vivo pra duvidar.
Pode até ser um amor masoquista,
Com um tempero fascista,
De ambas as partes,
Mas é o que a gente gosta,
Viver sem uma resposta,
Jogando com os sentimentos,
Sempre aumentando a aposta,
Até perder a graça ,
Até nos estapearmos em uma praça,
E nos afundarmos na desgraça.
Mas com nossa carcaça,
Continuamos seguindo,
Nos destruindo,
Renascendo, reaprendendo
Se perdendo, vivendo se contradizendo.
Novas descobertas estão por vir.
Todo esse mundo ainda irá cair,
E você irá chorar e sorrir,
Pois as coisas mudam de lugar,
E como loucos, ainda vamos nos odiar
E nos amar,
Sem nada a entender ,
Sem dizer o que pode acontecer,
Sem pensar, só viver,
Sofrendo e amando,
Parando e lutando,
Resgatando, o que se esvairiu,
Perdoando o que se prostituiu,
Entendendo o que evoluiu,
Sem um escudo,
Desafiaremos tudo,
Inclusive nós mesmos,
Inclusive nossos erros,
Provando a todo instante,
Que nosso amor é gigante,
Que seremos capazes de suportar,
E que as vezes não,
Às vezes nos odiaremos.
Mas com a certeza no coração,
De que nos amaremos.
E nenhum amor será igual ao nosso,
Nenhum será tão intenso,
Nem tão imenso,
Permanecendo sem entendermos,
Essa alegria e essa fobia,
Da nossa poesia.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MEIA POESIA BASTA

Não quero te provar,
Não quero te abusar,
Usurpar de um amor que quer me dar,
Tudo tem seu o preço,
E o seu, eu já conheço!
E não estou disposto a pagar,
Sinceramente não quero nem tentar,
Nem te ver arriscar,
Então some, desaparece,
Não vem, me esquece.

Tua voz me irrita,
São como as mãos de um troglodita,
Que me sufoca,
Que me soterra num buraco de minhoca.
Teu desejo me envenena,
Do seu amor só tenho pena,
Tua falta é o que mais quero
Vem me dar um nada, um zero.
Teu querer me ter,
É a minha força pra correr.
Pra quem sabe te fazer parar,
E desistir de me procurar.

Você pode até dizer,
Vou te dar prazer,
Só esta noite vamos nos divertir,
Mas não! Não consigo sentir,
Só sinto que não te quero
E não quero ver a humilhação,
Da alienação, da alucinação,
De um tolo coração,
Que não consegue enxergar.
A dor que é se machucar,
Não se entristeça pensando que me perdeu,
Pois na verdade, sabe que nunca fui seu.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O COELHINHO E AS TIGRESAS

O coelhinho indefeso,
Morria de medo de ser preso,
Queria passar mais uma noite ileso,
Mas deu de cara com duas tigresas,
E elas haviam lhe preparado uma surpresa,
Ele bem que tentou uma saída à francesa,
Mas lhe disseram pra não ter medo
Não vá embora, ainda é cedo.
Nós vamos lhe contar um segredo.

O coelho com algum pesar
Resolveu ficar,
Queria muito ouvir o que tinham pra falar,
E o tempo voou,
A conversa não acabou,
E o coelho aos poucos se entregou,
E quando se percebeu,
Logo pensou, não sou mais eu,
E a sua ingenuidade se perdeu,
E as tigresas se aproximaram
Suas bocas logo o tocaram
E com seu apetite voraz o devoraram.

O coitado boi abocanhado,
Seu corpo era abraçado e pressionado,
Seu suspiro foi abafado,
Pelas duas bocas incansáveis,
E por 20 garras ágeis,
Mas o coelho agora sentia prazeres imensuráveis
E se entregou a esse pecado,
Deixou-se ser devorado,
E sua entrega deixou tudo ainda mais apimentado.

Mas o pobre coelho inocente
Caiu e ficou inconsciente
E de dentro dele nasceu uma serpente
Selvagem e sedenta,
Perigosa com um sabor de menta,
Furtiva e adormecente como pimenta,
E com seu corpo esguio
Se enrolou nelas causando arrepios,
Pois ainda estava frio,
E necessitava ser aquecido,
E roubou seu calor como um bandido,
Tornando tudo ainda mais pervertido.

Impressionaram toda a floresta,
Mas aquela sensação era honesta,
Tudo no mundo se resumia à aquela festa,
Que os três montaram,
Seus corações se aventuraram,
E não se desgastaram,
E agora querem repetir,
Fazer a noite seguir,
E deixar a realidade mágica se construir.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O PRÍNCIPE 2

O Príncipe se perdeu
Ninguém realmente sabe como doeu
Procurou uma verdade terrível
A qual não poderia ser mais visível
As mentiras tornaram-se verdades dolorosas
Ditas por bocas charmosas        
Que com vários golpes deste martelo
Do Príncipe sobrou só o farelo.

Expulso de seu próprio castelo
Largou seu povo a própria sorte
Que com sua fraqueza e medo da morte
Sem imaginar sua sobrevivência
Entregaram a sua essência
A um maquiavélico oportunista
Que a muito ansiava por esta conquista
Mais um golpe avassalador
Extirpador,
Que arrancou todo o amor
Que o Príncipe sentia
Transformando tudo em agonia.

Decidiu não retornar ao castelo
Desistiu do que um dia foi belo
Resolveu ficar na selva
Um lugar nada familiar
Que o obrigava a se olhar
A se enfrentar
E a se superar

Pensam que o Príncipe morreu
Mas ele só quer entender o que perdeu
Agora quer ser esquecido
Tratar o que está dolorido
Acredita-se que seus ferimentos
E seus tormentos
Não irão cicatrizar
Que nada irá lhe curar
Serão feridas abertas eternas,
Que expandem sua visão além da caverna,
Mas em seu encontro com Gaia
Esta lhe prometeu a ajuda necessária
Desde então a selva o alimenta
E serve como ferramenta violenta
Que nutre sua alma e seu corpo
Proporcionando-lhe um certo conforto.

Na selva precisará caçar
Matar, se abrigar
Enfrentar Perigos
Reencontrar velhos amigos
Bruxos mágicos
Cavaleiros de plástico
Ninfas da Perdição
E quem sabe enfrentará algum dragão
Também fará novas alianças
Ingressará na boa aventurança
Com povos desconhecidos
Travará batalhas
Será Destemido.

E desta vez não criará um castelo
Quer viver sem mistérios
Pois é a vez de construir um império
Com a uma única lei
A lei do verdadeiro amor
E finalmente tornar-se Rei.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

BORBOLETA

Uma Borboleta me pegou,
E do chão ela me tirou,
E para o céu me levou,

Mas é só o céu? Eu dizia
Não!Não era isso que eu queria,
Queria mais,
Muito mais que ela podia,

Mas mesmo assim,
A borboleta quis tentar,
Mesmo que fosse ruim,
Ela tentou voar,
Tão alto, quanto eu pedisse,
Sem se preocupar,
Se iria ou não se machucar,

Mas eu não me dava por satisfeito,
Queria que tudo fosse perfeito,
E pedia sempre mais,
Acreditava que ela podia,
E assim ela fazia.

Até o dia em que sua asa quebrou,
Ambos caímos,
E a borboleta desacreditou,
Pois nos destruímos,
E nos machucamos muito.
E ela decidiu não voar mais comigo.
E procurar por um velho amigo.

E agora,
Sua asa agora vai demorar,
Para se recuperar,
E quem sabe algum dia,
Poderá voar,
Com toda sua maestria.
Seu amigo irá lhe tratar,
Trará a alegria.
De que é possível se curar.

Enquanto eu,
Tento encontrar o que é meu,
O que buscava além do céu,
Mas eis que brota em mim,
Duas pequenas asas,
Que ardem como Brasas
Que estão crescendo,
E me dizendo,
Agora é sua vez.
De ver,
Com toda nitidez.

OLHAR PRA DENTRO

Você me trouxe a vida,
Me mostrou uma saída,
Me deu a liberdade,
Através de uma verdade,
Que eu me negava a enxergar,
Que me levava a me torturar,
Livrou-me dos meus fantasmas,
Soprou pra dentro de mim,
Um pouquinho da sua vida,
Trouxe uma despedida,
A minha idéia suicida,
Me fez acreditar,
Que ainda não acabou,
Me mostrou o que restou,
E o que realmente sou,
E que ainda há muito pra viver,
Que não importa o quanto vou sofrer,
A felicidade,
E a verdadeira realidade
Sempre estarão,
Aqui dentro,
Bem no centro,
Do meu peito,
E eu só preciso Olhar,
Pra concretizar.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SAUDADE COM CHOCOLATE

Eu sou o que você quer,
Agora!
O que você precisa ter
O que você deseja,
Sou eu quem te mato,
Quem você persegue,
Sou eu que ardo dentro de você,
Que te machuca,
E te traz vida,
Sou eu quem te enlouquece,
E te vicia,
O que te preenche de magia,
Sou eu o que te tira da orbita,
E tem põe no eixo,
Desconexo de uma impossível,
E destrutível paixão,
Mas eu sou teu mais fatal feitiço,
Um você sempre quis,
O que você veio buscar,
Reencontrar,
E agora sabe,
Que por de trás dos meus lábios,
Encontra a majestosa felicidade,
E saiba que com meu corpo,
Você morre,
Renasce,
E revive todas as vidas,
Que nos perdemos,
E nos amamos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A CHAVE

Tem um amor aqui dentro,
Esperando o momento,
De ser solto.
Se libertar desse peito revolto.
Mas só uma pessoa,
Possui a chave,
Que destrave,
E liberte esse dragão.
Que anseia sua absolvição,
A pessoa deve ter a magia,
Dos sonhos,de uma fantasia,
E com seu sorriso,
Desejar encontrar,
O paraíso,
Chegar ao apogeu,
E devo perceber,
Que essa pessoa sou eu.